quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Erros

Dizem que burros são aqueles que cometem erros, mas eu acredito que burros são aqueles que cometem erros por vergonha de perguntar.

Cometer erros faz parte do aprendizado. O crescimento no viver é saber enxergar os próprios erros e corrigi-los com sabedoria. E essa sabedoria vem do ler, ouvir, ver e viver.

Errar não é apenas humano, é um detalhe universal. Até mesmo os animais cometem erros durante suas caçadas, mas conseguem se recuperar porque não olham para trás.

Ser sábio é seguir em frente sem olhar para trás, apenas com a lembrança na cabeça de como deve acertar. E em qualquer dúvida, olhe para os lados e procure ajuda.

Sábio não é o que faz uma boa afirmação, mas aquele que faz belas perguntas. Então... Pergunte!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Eu tenho um sonho


“Eu tenho um sonho, que um dia minhas quatro crianças vivam em uma nação onde não sejam julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter”.
Martin Luther King.

Muitos acreditam que a vitória do presidente Obama é o ponto final desta frase, mas esse grande acontecimento é apenas a vírgula. Isso porque Martin Luther King termina a frase afirmando que seu desejo é que as pessoas reconheçam umas as outras pelo seu caráter. Mas onde existe isso hoje? É verdade que a discriminação racial está chegando ao fim, mas os julgamentos precipitados ainda existem.

Já ouviram falar em QI? A tradução mais utilizada recentemente é: Quem Indica. Já percebeu em diversas empresas que a maioria dos seus trabalhadores são parentes ou amigos de longa data? Também já percebeu que o número de desempregados com diploma cresce cada vez mais? Que a maioria das pessoas com caráter qualificado não conseguem nada?

Pois é... eu conheço diversas pessoas com qualidades gigantescas, esforçadas e dedicadas, mas suas qualidades advindas do seu caráter praticamente exemplar não são suficientes para conseguirem um bom emprego. Isso porque não são filhos de pais famosos ou ricos, nem tem amigos com grande influência. São apenas mais um na multidão.

Mas penso que são pessoas diferentes. Cheias de amor pelo que fazem. Que carregam a “dedicação em tudo” como lema de suas vidas. Seria muito bom se essas pessoas parassem de trabalhar como faxineiras, garis, secretárias, motoristas e ocupassem os cargos de presidente de multinacional, secretário-geral de organizações, porta-voz e comandante.

Eu tenho um sonho, que o caráter de cada um seja tão visível como o céu e que todo tipo de injustiça se transforme em justiça.

domingo, 25 de janeiro de 2009

A minha escolha


Certa vez, ouvi uma história sobre uma família muito pobre. O pai, todos os dias, buscava o sustento da família, enquanto sua esposa ficava em casa cuidando dos três filhos: Maria, com apenas 1 ano; Antônio, de 7 anos; e Manuela, de 8 anos.
Antônio e Manuela pediam, todos os dias, aos seus pais que os levassem para fora da casa, porque queriam brincar. Bem rápido, os pais respondiam que não podiam sair, pois todos os brinquedos tinham que pagar e eles mal tinham dinheiro para comida, muito menos para brincar na rua.
Todos os dias, Antônio e Manuela ficavam com o ouvido na beira da janela, que nunca se abria, só para ouvir as vozes das crianças que, todos os dias, passavam em frente à sua casa. Até que, um dia, ouviram as crianças cantarem:
-Vamos brincar na praça! Tra-la-lá! Vamos brincar na praça! Tra-la-lá!
Num súbito de raiva, curiosidade e inveja, os dois se olharam e, sem perder tempo, Antônio deu um empurrão na janela de madeira que abriu, batendo na parede e dando um susto nas crianças. Manuela, com a mesma rapidez, perguntou:
- Onde é essa praça? Tem que pagar pra brincar?
As crianças, ainda assustadas com o barulho da janela, responderam:
- A praça fica no final da sua rua e não precisa pagar nadinha. Vocês querem ir brincar?
Antônio, aos 7 anos, e Manuela, aos 8 anos, viram e brincaram numa pracinha pela primeira vez. Mas, se os seus pais tivessem procurado se informar sobre a região onde moravam, saberiam que na sua rua havia uma praça, onde todas as crianças podem se divertir sem precisar pagar nada.
Vem daí a minha escolha em fazer jornalismo, a importância de se ter informação sobre tudo que nos cerca. Com informação pode ser eliminada uma epidemia. Uma boa informação traz alegria ao ser humano, assim como uma má notícia pode trazer comoção nacional.

Arina Paiva


Foto: Arina Paiva