segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Euforia



Abre os olhos antes do relógio despertar.
Escova os dentes e lava o rosto com música alta.
Toma café, come pão com geleia, agora com manteiga e outro com requeijão.
Fone no ouvido, é hora da caminhada.
Caminhada que nada! Corre até não ter mais fôlego.
Volta para casa, toma banho, se arruma e vai para o trabalho.
Na volta passa no shopping, compra uma bela roupa e sai já renovada.
Encontra os amigos e aproveita a noite refrescante.
Tem gente que é assim, a euforia toma conta de todo o seu ser todo dia. Mas essa é a realidade de poucos, bem poucos! Essa aqui só tem euforia na sexta-feira.

É Natal!



Jesus nasceu! Jesus nasceu! Jesus nasceu!

Será que eles sabem? Corre-corre nas ruas e muitas compras. A ceia está garantida e a cantata está pronta. Pelo menos alguém lembrou de agradecer pelo nascimento de Jesus.

Será que eles sabem? Troca-troca de presentes e visita ao Papai Noel no shopping. E no meio um presépio bem montado. Pelo menos alguém lembrou de agradecer pelo nascimento de Jesus.

Será que eles sabem? Come-come é hora da ceia, as crianças abrem seus presentes. É meia noite e todos se abraçam desejando Feliz Natal. No canto, sozinha, a vovó ora sentada no sofá. Pelo menos alguém lembrou de agradecer pelo nascimento de Jesus.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pensamento do dia....

"É necessário morrer várias vezes, na mesma vida, para recomeçar"


O cão



Companheiro, mas nem sempre comportado. Ele dificilmente anda ao lado, gosta mais de correr e por isso está sempre carregando o seu dono. Coitado do braço desse dono.

Companheiro sim, mas também um ótimo comedor, só que, de tudo. Comeu as meias, o sofá, a beira do armário, de roupas e da cozinha. Coitado dos móveis desse dono.

Companheiro, mas brincalhão demais. Seu dono chega em casa cansado depois de um dia de trabalho, mas ele nem liga, pula na sua blusa e quer brincar. Assim também com as crianças vizinhas, que sempre saem chorando, com medo de seu grande tamanho. Coitado dos ouvidos desse dono.

Companheiro sim, até quando faz o que não deve fazer. E sortudo é esse dono, que tem um cão que parece acalentá-lo nos dias tristes.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Desânimo



Vai embora! Não sei porquê me persegue com tanta crueldade.

Vai embora! Ontem você já me visitou e levou todas as minhas forças.

Vai embora! Preciso reagir às suas ciladas mas não sei por onde começar.

Vai embora! O seu gosto é amargo como o passar das horas vazias.

Vai embora! Quero minha rotina saudável de volta aos meus dias.

Vai embora! Meus amigos e minha família querem minha presença, mas você continua a me deixar prisioneiro.

Vai embora! Quero estudar, quero trabalhar, quero passear, mas não consigo reagir.

Livre um dia quero estar do desânimo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O gato



Ele rei soberano na casa. Em todos os cantos ele se achega e se esparrama. De tanto faturar tudo o que cai da mesa de jantar, está roliço e pesado. Na luz do sol ele brilha com seu pêlo dourado. Suas garras são afiadas e lixadas, na medida certa, pelos passeios no quintal.

Não tem passarinho que resista aos seus botes. Ratos nem perto chegam. A comida é sempre de boa marca, mas tem um dia ainda mais especial, em que a comida parece ter acabado de sair do forno. Molhadinha e cheirando à comida fresca. E por sorte ele não pertence a uma senhora rica, por isso não precisa ferir sua masculinidade com roupinhas e gravatinhas.

Mas um dia... alguém chegou. Era pequeno, era outro da sua espécie. Mas apesar de pequeno o outro da sua espécie parecia pronto para atacar. Era branco e magrelinho, mas não se importava quando comia da sua comida. Era hora de marcar território e mostrar quem mandava.

Mas não adiantou... o que menos esperava aconteceu. Tornaram-se amigos. Amigos de lambidas, de brincadeiras, de dividir a comida. Como irmãos.