terça-feira, 2 de outubro de 2012

Líder, um missionário em tempo integral

Tito foi um dos notáveis jovens que trabalharam com Paulo. Considerado pelo apóstolo um amigo amado e grande ajudante do ministério, era muito confiável e dedicado. Sua responsabilidade era frente à igreja de Creta, mais uma comunidade corrompida pelo pecado e carente de bons testemunhos de homens fiéis aos ensinamentos bíblicos.

Paulo o escreve afim de orientá-lo na direção da igreja, ensinando-o sobre a escolha de líderes, a identificação de falsos ensinos e como proceder com eles e a necessidade de doutrinamento da igreja com ensinamentos sadios vindos do Senhor. “A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí” (Tito 1.5).

Apesar de ser reconhecidamente capaz por Paulo, a tarefa de Tito era bem difícil. Ele precisava convencer os cretenses de seus pecados e regê-los a submissão de Cristo. O desafio de Tito era gerar novos líderes. Líderes que tivessem a autoridade e graça de Cristo como fundamentos necessários para a condução de um povo. Líderes que fossem exemplos de um povo, limpos e de boa conduta. “Por ser encarregado da obra de Deus, é necessário que o bispo seja irrepreensível: não orgulhoso, não briguento, não apegado ao vinho, não violento, nem ávido por lucro desonesto. É preciso, porém, que ele seja hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, tenha domínio próprio e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela” (Tito 1.7-9).

Tito não foi o único a ser chamado para tal missão, na verdade esta é uma tarefa de todos aqueles que um dia aceitaram a Jesus como seu Salvador. Todos os crentes em Jesus são líderes em potencial, pois sabendo as verdades Divinas, possuem o conhecimento necessário para transmitir. Partindo do pressuposto que um líder é aquele que tem o conhecimento, então todo aquele que possui a Verdade é um líder. Quando se permite que a graça de Deus sobressaia, não é necessário nem ao menos abrir a boca, gestos falarão. Um sorriso, abraço, a pontualidade, pequenos detalhes demonstram a atuação Divina nas vidas.

Mas para tal ação é necessário se preparar, buscando as características descritas em Tito 1.7-9. É preciso estar atento às orientações espirituais recebidas. E assim como Tito fez com Paulo, buscar sabedoria através do pai na fé. É necessário evitar as contendas e fugir de todas elas, o que não significa ser omisso às responsabilidades de servo.

E sendo líder, será um missionário em tempo integral. Pessoas sem Cristo, ou decepcionadas com o evangelho, necessitam de bons exemplos. Fazer missões também é cultivar bons relacionamentos no trabalho, ter palavras amáveis com a família, estar pronto a ajudar o próximo, mesmo que esta ajuda seja apenas uma frase: “Você consegue!”. Ser um missionário é orar, contribuir e agir sendo luz.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Quem está certo?

“A minha opinião ou a sua opinião?” Na hora da discussão quem está certo? Você ou o outro? É claro que a resposta sempre massageará o próprio ego. As opiniões contrárias surgem a qualquer momento e sobre quaisquer questões, o que é difícil de surgir é encontrar quem está certo. Por muitas vezes não existe nem mesmo um certo, mas um modo diferente de se pensar ou de se fazer. A dificuldade do ser humano é entender que as diferenças são saudáveis e sempre farão parte do convívio em sociedade. Agora como cristão, o servo de Deus precisa aprender a ouvir e conviver com as diferenças.

O Jornal Batista é exemplo de um órgão que comporta opiniões diferentes, todas é claro, de acordo com a Palavra de Deus. Em suas páginas pode-se ver diferentes autores, de diferentes lugares com opiniões diferentes, mas que conseguem expô-las sem ofender outros. É fato que tal ocorrência não acontece em alguns meios jornalísticos, que são obrigados a manter apenas uma linha de pensamento. O que se perde muito no enriquecimento de conhecimentos. Tais meios de comunicação são também tachados como “dominadores de opinião pública”, juntamente porque não admitem outras opiniões.

No meio familiar o mesmo drama acontece, só que neste caso são tachados como autoritários. Um assunto simples se torna uma grande discussão, pelo fato de um não concordar com o outro. As diferenças que deveriam fazer um casal crescer juntos, os afastam, simplesmente porque não sabem conviver com tais diferenças. Isso porque não conseguem aceitar o outro como ele é. Marido e mulher não conseguem conviver com as diferenças; filhos preferem deixar os seus pais, do que tentar compreender um outro ponto de vista; pais amaldiçoam seus filhos porque não são como eles sonharam. Famílias são destruídas só porque um quer estar mais certo do que o outro.

A Palavra de Deus é colocada de lado e cada um começa a construir suas próprias verdades. Ter razão parece se tornar uma meta para aqueles que necessitam ser superiores. É assim também que as guerras surgem por toda a história da sociedade, sempre com a premissa “eu tenho razão!”. Mas feliz mesmo são aqueles que aceitam as diferenças, que amam as pessoas como Jesus amou, sem distinção. Felizes são aqueles que querem fazer papel de psicólogos, mesmo sem ter diploma, só para compreender o próximo. Felizes são os que buscam, não a sua própria verdade, mas a verdade de Deus.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os laços familiares


Parte da juventude de hoje diz que “isso é coisa do passado”, “casar jamais”; pessoas maduras, de meia idade, estão se desfazendo dela e querendo viver uma outra realidade sozinhos; os idosos estão mais do que aprendendo a viver sozinhos, estão escolhendo viver só. Mas a família não é benção de Deus? Mas a instituição família não foi criada por Deus? Então porque tantas pessoas, de diferentes idades, estão preferindo se desfazer da família?

É claro que família é importante para Deus, porque se não, o próprio Senhor Jesus não iria vir ao mundo através de uma família. Talvez o primeiro ensinamento de Jesus tenha sido como viver em família, como ser filho, como tratar os pais. Mesmo com tão belos exemplos, alguns jovens continuam a optar por viver uma vida só, sem laços familiares.

A verdade é que a própria sociedade corrompida deturpou o significado da família. O pai não tem mais autoridade, a mãe não sabe mais o que é ser submissa, nem controlar seus filhos, e esses não querem mais ter contatos com a família. É claro que existem grandes excessões. Graças a Deus este não é um fato que já atingiu toda uma sociedade, mas como cristãos, é preciso zelar pela integridade da família.

Amor, dedicação, cuidado e oração devem reger os laços familiares. O mesmo sangue precisa ser apenas o menor dos vínculos entre familiares, mas a cada dia, cada integrante da família, precisa se pré-dispor a demonstrar constantemente o amor existente em família. E caso este amor não exista, ore sem cessar! Lute pelos laços familiares.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Deus agora é lexotan


Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

A mediocridade da cultura atual é assustadora. Há bobagem avulta em todos os segmentos da mídia! As pessoas se pautam pela mediocridade, até mesmo as que deveriam ter a mente iluminada por Cristo!
Recordo-me de um jornal de Boa Vista, Roraima, que certa vez entrevistou com uma menina de 15 anos. Cada frivolidade! Seu sonho de consumo era uma Ferrari vermelha. Seus votos: “Simplicidade para todos!”. Dá para entender? As pessoas hoje são famosas não pelo brilho intelectual ou por acrescentarem à sociedade, mas pela estética e por aparecerem na tevê. Então, lemos na Internet: “Veja o que os famosos estão fazendo hoje!”. Bisbilhotar gente fútil é cultura!

Nesta semana li uma entrevista com uma candidata a miss, num jornal de Macapá. Que raso! Espremendo não dá uma colher de café. Mas é querer muito que pessoas que saem em jornais porque foram maquiadas tenham o que dizer. Um português fraco, não corrigido pela redação (aliás, corrigir erros de português é preconceito linguístico!). Indagada sobre Deus, a jovem disse: “Tudo que preciso para me sentir bem”.
Deus virou Lexotan. Não é mais um Ser, o Criador, o Sustentador, a Perfeição, o Absoluto que serve de padrão para nossas ações. É algo para nos sentirmos bem. E o que é “me sentir bem”? Para o drogado, uma pedra de crack. Para o sádico, infligir mal a alguém. A vida é se sentir bem? Ou é ser bom, fazer o bem, ser íntegro e honrado? A vida é só sensação, prazer, ou é dever e saber viver em grupo? E quando fazemos essas coisas nos sentimos bem de verdade!

O individualismo contemporâneo tem produzido uma geração fútil, mesquinha e egoísta. As pessoas parecem querer que o mundo gire ao seu redor. São o centro do mundo, e geralmente seu mundo é pobre. São vazias. A vida lhes é roupa de grife, a traquitana eletrônica mais recente, e indigência existencial. Parece que quanto mais medíocre for a pessoa mais sucesso faz. Recordo de um decadente ator de televisão: “Machado de Assis? Pô, cumpadi, tu mi pegô, esse aí num sei não quem é!”. O ator deitava falação sobre a vida, ensinando aos jovens como viver. Deveria ir para uma escola. Bem, não sei se ajudaria. Queda-me a impressão que o Estado está mais preocupado em distribuir kit gay e a possibilidade de dar preservativos aos adolescentes que com a qualidade de ensino. Pelo menos discute mais aqueles que este.

Dá-se o mesmo no evangelho. Cânticos pobres, mensagens pobres, cultos pobres, um blábláblá terrível. Espreme-se e não sai uma colher de café de conteúdo. Boa parte da teologia pregada é como a da mocinha: Deus é uma coisa para elas se sentirem bem. As pessoas não são chamadas à vida santa útil, correta e dedicada a Deus e aos outros. Deus é o açúcar e não o Senhor de suas vidas. Arrependimento, abandono do pecado e santidade saíram do temário. O tema agora é ser feliz e abençoado. E os outros são pretexto, objeto em discurso. Amamos os que nos amam, elogiamos os nossos queridos e nossos familiares, evitamos os irmãos de quem não gostamos, e dizemos que vivemos em amor e somos filhos de Deus. Boa parte dos crentes nunca leu a Bíblia toda, não conhece os fundamentos da sua fé, não tem base alguma. Mas se o culto lhes fez bem, foi tudo que elas precisavam. Deus existe para fazê-las felizes, não para lhes dizer como viver. Nessa hora, “ninguém tem nada com a minha vida!”.

Quando tinha 20 anos de idade, numa aula de Teologia Sistemática, eu disse ao professor, o saudoso Dr. Soren, que a razão era uma maldição. Quatro décadas depois, valho-me da razão: ela é muito boa, uma bênção de Deus, mas às vezes é mesmo uma maldição. Deve ser maravilhoso não pensar. Quem não pensa não tem crise existencial nem frustração com a humanidade. Não raciocinar, não avaliar, satisfazer-se com o visual e com as sensações, sem avaliar nada, deve trazer algum bem. Caso contrário, as pessoas seriam mais analíticas.

Definitivamente, assumi a rabugice. Mas não dá para aceitar frivolidades como filosofia de vida. Menos ainda como teologia.


Texto extraída da coluna Da Foz do Grande Rio de O Jornal Batista.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os frutos da Igreja


“De sorte que nos tornastes modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia. Porque, partindo de vós fez-se ouvir a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e na Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se divulgou, de tal maneira que não temos necessidade de falar coisa alguma; porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos entre vós, e como vos convertestes dos ídolos a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro” (1 Tessalonicenses 1.7-9).

O êxito do evangelho em Tessalônica e a fidelidade daquela igreja era de tal forma que suas ações eram conhecidas por diversos lugares. A convicção do evangelho por parte da igreja de Tessalônica era tão grande que seus atos falavam por si só, os seus frutos mostravam a glória de Deus. A partir do texto de 1 Tessalonicenses, é possível perceber o quanto esta igreja buscava ser imitadora do Senhor. Querer fazer a vontade de Deus os levou a ter uma postura diferente a outras pessoas daquela época, os levou a deixar seus ídolos e servir a Deus. Era uma igreja que vivia a missão em tempo integral.

Ao comparar o modelo exemplar da igreja de Tessalônica com as igrejas de hoje, é perceptível o quanto ainda tem muito o que crescer. O mundo precisa de uma igreja que saiba louvar a Deus, mas também saiba servir, saiba amar, saiba doar seu tempo. O que se vê nas igrejas de hoje são grupos de pessoas que só possuem tempo para si mesmas e não tem nenhuma habilidade para amar. Servir é saber amar a todos, sem poréns. Servir é saber cuidar daqueles que estão dentro das igrejas, sem preconceitos e saber receber aqueles que chegam às igrejas, sejam pais, mães, crianças, jovens, prostitutas, alcoólatras, homossexuais,... A igreja deve ser o lugar de tratamento espiritual, assim como também lugar de louvor a Deus e ensino da Palavra.

Igreja que faz a diferença é igreja que busca fazer a vontade de Deus. E fazer a vontade de Deus é cuidar do meio ambiente, como foi ordenado na criação do mundo. “Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Êden, para o lavrar e guardar” Gênesis 2.15. Assim como anunciar a salvação através de Jesus Cristo e formar discípulos. “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” Mateus 38.19-20.

Estudando a Bíblia dia após dia, é possível guardar e entender a vontade do Senhor. É possível gerar tantos frutos que a comunidade em torno na igreja sinta o diferencial. Guardar a mensagem de Deus e ser imitador de Jesus é pensar não somente no espiritual, mas buscar soluções para o social. Abraçar uma comunidade é dever da igreja, é sua missão, trazendo esperança de uma vida digna. Milagres não surgem a partir de homens, mas a partir de Deus, basta os homens deixarem ser instrumentos do próprio Deus.

Que os canais de televisão, as redes sociais da internet e os jornais noticiem a diferença que a igreja batista brasileira está fazendo na vida das pessoas. Que o mover de Deus seja mostrado através de pessoas caladas, mas que agem. Que os projetos sociais, os projetos de cuidado do meio ambiente e os projetos missionários sejam o grande foco dos batistas. Que as igrejas batistas não apenas vejam a ação do Senhor, mas também possam ser participantes.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O despertar do evangelho dentro das igrejas

Quantas vezes mais os surdos precisarão se sentir sozinhos nas igrejas? Quantas vezes mais as prostitutas precisarão se sentir discriminadas nas igrejas? Quantas vezes mais os dependentes químicos precisarão se sentir como escórias dentro das igrejas? Quantas vezes o depressivo precisará se sentir mais depressivo dentro das igrejas? Já não está na hora da igreja batista brasileira aprender a receber o mundo? O ide é constantemente pregado nas igrejas, mas quantos pastores estão preparando suas ovelhas para receber os novos convertidos?

Esta é a hora do despertar dos líderes para a preparação dos crentes em Cristo. O desejo de servir a Deus cuidando, atuando de forma significativa na vida das pessoas, graças a Deus, já tem sido uma realidade no meio cristão. Mas a preparação é uma lacuna ainda vazia em diversas igrejas. O líder de jovem precisa orientar seus jovens e adolescentes para receberem da melhor forma os ex-dependentes químicos. Da mesma forma os surdos precisam se sentir parte integral da igreja. Saber lhe dar com diferentes pessoas, com diferentes dificuldades é um talento, por isso é necessário buscar este talento e pedir orientação a Deus.

Este despertamento não fica apenas para os líderes e pastores no preparo das ovelhas, mas também se estende ao compromisso destas ovelhas. Membro participativo é aquele que sabe ser cristão primeiramente dentro da igreja. O fazer a diferença começa dentro da casa do Pai e se multiplica para todos os lugares que a ovelha estiver. O primeiro passo é desejar que a sua igreja seja uma igreja ativa, que está preocupada, principalmente, com as necessidades do próximo. A comunidade precisa saber que a igreja local está interessada em ajudá-la, cuidá-la, dar-lhe mais do que ordens, dar amor, assim como o próprio Cristo ensinou. Na cruz, sofrendo as dores humanas, não julgou os homens, mas pediu misericórdia da parte de Deus.

Seguir o exemplo de Jesus Cristo é o maior desafio dos cristãos de todos os tempos. Um homem rei, radical em suas palavras, não era morno, ia direto ao ponto. Cheio de amor, o distribuiu até para pessoas que não mereciam, ensinou com ação a amar sem medida. É este o exemplo que os cristãos precisam seguir para agir dentro das igrejas. É hora de voltar a fazer diferença dentro das igrejas, amar sem medida, cuidar sem medida, tratar sem medida, dar sem medida, aconselhar sem medida, conversar sem medida. Cristão é aquele que faz a diferença até mesmo no meio dos cristãos.

Glórias a Deus por todos que conseguem amar sem condições. Glórias a Deus por aqueles que fazem a diferença na vida dos surdos, que evangelizam as prostitutas, que aconselham as mães e os pais, que dão assistência as crianças, que escutam os ensinamentos dos líderes. Glórias a Deus pelos pastores e dirigentes que ensinam seus ovelhas a agir de forma sábia dentro das igrejas. Glórias a Deus por aqueles que são cristãos dentro das igrejas.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Quem deve ser um missionário?


Em toda a sua trajetória aqui na Terra, Jesus ensina como deve ser um missionário e quem deve ser um missionário. Toda a Bíblia é recheada de exemplos de missionários, mas o maior exemplo foi Jesus, que deu a sua vida pela missão, seu objetivo era mudar vidas através do Espírito Santo. Mas ele não fez a diferença sozinho, fez questão de chamar discípulos para acompanhá-lo e também anunciar a mensagem de Deus. Mas então, hoje, quem deve ser um missionário na Cristolândia? Quem deve ser um missionário do outro lado do mundo, no Japão? Quem deve ser um missionário no meio dos índios do Amazonas? Quem deve ser um missionário para alcançar os espíritas do Rio Grande do Sul? Quem deve ser um missionário durante os Jogos Olímpicos de 2016, na Copa de 2014 e nos carnavais de todos os anos no Rio de Janeiro?

Quem respondeu que qualquer um, está engano. Não são quaisquer pessoas que cumpre o ide do Senhor, são pessoas que escolhem aceitar o chamado de Jesus para anunciar a salvação. É preciso aceitar, depois buscar a orientação divina para poder ser usado pelo Espírito Santo. Qualquer um pode falar a respeito da Bíblia, o próprio Diabo usou passagens bíblicas ao tentar Jesus nos seus últimos momentos na Terra. Entretanto, apenas quem tem o Espírito Santo consegue fazer a diferença através das suas palavras e ações. Foi assim que Jesus fez a diferença na sinagoga: “E maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas” (Mar. 1.22).

Ao ler a respeito dos discípulos escolhidos por Jesus, é possível perceber o quanto eram diferentes uns dos outros. Suas personalidades opostas deixa claro que não existe um perfil exato para o missionário, como também não existe uma regra de onde ele deve ser um missionário. Tanto Jesus, quanto seus discípulos falavam a respeito da salvação durante o seu caminho, ou seja, eles não usavam púlpitos ou grandes salões, onde estavam, ali era o local de pregar a mensagem de Deus. Existe uma história real de uma senhora que mora na cidade do Rio de Janeiro e é uma grande missionária no seu bairro e até mesmo sem sair de casa. Todas as vezes que dona Odeth atende uma ligação e a pessoa do outro lado da linha observa que ligou para o lugar errado, ela responde imediatamente: “Não, não, você não ligou por acaso, tudo tem a vontade de Deus...”. E assim começa um diálogo de evangelização. Ao sair de casa, mesmo com passos pequenos, faz questão de conversar com todas as pessoas que encontra e mesmo quando não tem oportunidade de conversar, como a moça do caixa do mercado, deixa um folheto com a Palavra de Deus.

Ser um missionário é uma dádiva de Deus. Escolher ser um missionário é um grande prazer. Buscar a orientação do Espírito Santo, assim como o entendimento da Palavra para a evangelização, é uma bela oportunidade de vida. Quando se quer ser um missionário, não existem obstáculos para tal, basta entender que o local, o meio, a circunstância para falar de Deus, pode estar onde você está. E mesmo que o local para a sua missão como missionário esteja muito longe de onde você está hoje, não tenha medo, como diria a sábia Dona Odeth, “você não leu esta mensagem por acaso, tudo tem a vontade de Deus”. Deixe o Senhor agir na sua vida.