sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Paulo ouve o não de Deus



2Coríntios 12:7-10 “.. Pois, quando sou fraco é que sou forte”.

Paulo pediu a Deus que eliminasse uma dificuldade, um ‘espinho’ na carne que o incomodava. É claro que fazia sentido orar a Deus para removê-lo. Afinal, a remoção tornaria Paulo mais eficiente, não é? Deus, porém, respondeu negativamente. Paulo sabia o significado de desejar algo de Deus, pedir com fé e com motivos puros e, mesmo assim, não receber a resposta desejada. A resposta de Deus foi simplesmente: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (12:9)

Em essência, Paulo disse: ‘Deus, por favor, elimine esse problema’, e Deus respondeu: ‘Não, deixe que o problema o aproxime mais de mim. Vou dar-lhe graça para suportá-lo e poder inesperado através dele. Confie em mim’. Nossa vida de oração não se restringe a obter algo de Deus; ao contrário, ela se concentra em buscar o caminho que conduz a Deus. Trata-se de alcançar um relacionamento mais profundo com Ele. Oração significa aceitar a reposta de Deus mesmo que ela não traduza nosso desejo.

Texto retirado da Bíblia da Mulher que Ora, de Stormie Omartian.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Deus não é um negociador



Outro dia eu estava lendo um livro e me deparei com a seguinte idéia e afirmação: O nosso Deus não é um negociador. Mas por diversas vezes negociamos com Deus as bençãos. Não conseguimos entender o tamanho do amor de Deus e passamos a acreditar que Deus só vai nos dar as bençãos se formos pessoas boas (na verdade boas e corretas aos nossos olhos e aos olhos da sociedade). E ficamos achando que se cometemos algum erro Ele poderá nos tirar as bençãos recebidas ou nos castigar de alguma forma.

A verdade é que não conseguimos entender que com o amor de Deus não existe barganha. Não importa o que fazemos ou deixemos de fazer, nada disso mudará o amor que Deus tem por nós. Deus não avalia as nossas atitudes e por isso nos ama conforme essas atitudes. Deus simplesmente nos ama. Mas isso é tão difícil da gente entender porque é assim que fazemos nas nossas relações, seja no trabalho, com a família, amigos, até mesmo com a igreja. Amamos e nos doamos o quanto achamos que é merecido.

Mas não é assim o amor de Deus. A gente pode ler várias vezes o livro que fala sobre o que é amor e como é o amor verdadeiro (I Coríntios 13) e mesmo assim não conseguimos compreender a grandeza do amor de Deus, porque sempre vamos igualá-lo ao que nós praticamos. Então... não negocie com Deus, apenas busque ter a semelhança de Jesus, simplesmente por entender que isso é o melhor para sua vida, não porque acredita que as conseqüências podem te levar a perder aquilo que já te foi abençoado pelo próprio Deus.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cuidado com a conivência



Atenção! Cuidado com a conivência. Isso mesmo, cuidado você que anda corretamente, ou pensa que anda corretamente e é conivente com os erros do próximo.

Cuidado para não acariciar os erros dos que você ama. Cuidado você e eu para não sermos aqueles que sabem os crimes, pequenos ou grandes, do nosso próximo e nos calamos.

Que venha de nós a atitude certa e na hora certa. Que venha de nós as palavras que precisam ser ditas. Que sejamos os primeiros a fazer justiça. Que nos calemos somente depois da verdade ser dita.

O meu desejo é que a nossa frase seja sempre: Atenção! Cuidado porque eu não concordo e não sou conivente.

Fé



Conhecer a Deus não depende de sabedoria, nem de grau de instrução e sim de fé. Apenas através da fé é possível conhecer a Deus e sua grandeza.

O mundo científico não consegue entender a Deus e a fé que move os servos de Deus. E realmente eles nunca entenderão, porque não depende de conhecimento, mas de fé.

A sabedoria só nos leva ao mundo histórico e científico, mas a fé nos leva ao Criador do mundo histórico e científico.

Conhecer a Deus não depende de leituras, mas de fé. É através da fé que podemos ser íntimos de Deus e conhecê-lo de verdade.

Muitos conhecem a Deus, mas poucos tem intimidade com Ele. É apenas pela fé que passamos do conhecer para a intimidade.

Ter intimidade com Deus é perder intimidade com o mundo.


1Coríntios 1:19-21 “Pois está escrito: ‘Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes’. Onde está o sábio? Onde está o erudito? Onde está o questionador deste era? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que crêem por meio da loucura da pregação.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Os mundos



Se o mundo fosse como queríamos haveriam vários mundos e todos viveriam sós em seus mundos. Afinal de contas, cada um constrói seu mundo dentro de si e o que pensamos ou deixamos de pensar é propriedade particular de cada um de nós. Por mais que nossas opiniões e idéias sejam as mesmas, ou ao menos parecidas, nenhum mundo é igual.

Se ainda assim quisermos criar o nosso mundo, é hora de dizer ‘adeus’ a idéia de viver em sociedade. A vida ‘só’ seria o nosso destino; famílias, por tanto, também não existiriam; não teria como o ensino existir e também não haveria o porquê dele existir; mas também não haveriam crimes. Mas quem quer viver nessas condições de solidão?

Agora consigo compreender que melhor do que criar o meu mundo é saber viver no mundo de todo o mundo. Afinal de contas, não são as pessoas que precisam entrar no meu mundo e viverem de acordo com os meus pensamentos, questões e opiniões, sou eu que preciso ter a capacidade de me adaptar e entrar no mundo dos outros. Não é uma questão de transformação, mas uma questão de ousadia.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pensar Antes de Reagir



*Capítulo do livro O código da inteligência, de Augusto Cury.

Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres de quem decifra os mais altos níveis do código da autocrítica. Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossa vida, falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar.

Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflito que bloqueiam milhares de outras janelas, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio crítico.

Um intelectual pode dar uma conferência brilhante e responder a todas as perguntas da platéia com maestria, mas quando um colega de trabalho faz uma pergunta que o contraria, pode perder a serenidade da resposta. Reagir sem elegância.

Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos. Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama. Não sabe fazer a oração dos sábios nos focos de tensão, o silêncio. Só o silêncio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados.

Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometemos erros, alguns muito graves. Vivemos em uma sociedade barulhenta, que frequentemente detesta o silêncio. Cada vez mais percebo que as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, se interiorizar, refletir, meditar.

O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona. O que estou propondo é o silêncio filosófico. O silêncio não é se agüentar para não explodir, o silêncio é o respeito pela própria inteligência. É o respeito pela própria liberdade, a liberdade de se obrigar a reagir em situações estressantes. Quem faz a oração dos sábios na é escravo do binômio do bateu-levou.

Quem bate no peito e diz que não leva desaforo para casa, não decifrou o código de pensar nas consequências de seus atos. Quem se orgulha que vomita para fora tudo o que pensa, machuca quem mais deveria ser amado. Não decifrou a linguagem do autocontrole.

Não existem relações perfeitas. Não existem almas gêmeas, que tenham os mesmos gostos, pensamentos e opiniões iguais o tempo todo, a não ser no cinema. Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações. Nesse cardápio, precisamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância.

Para conviver com máquinas, não precisamos do silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais. Ambas são frutos nobres do código da autocrítica, do código da capacidade de pensar antes de reagir. Preservam a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade.

O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos. O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa. É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar.

É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrimo, estrelismo. Sabedoria e autocrítica não se aprende nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Marcados



Eu estava no ponto de ônibus e não consegui parar de olhar para aquela senhora, em seu rosto havia uma cicatriz enorme. Acho que ela percebeu o meu olhar e foi em minha direção com uma voz bem mansa e sua pele enrugada pela idade me falou: “As melhores marcas que carregamos estão dentro do nosso ser.” O que ela queria dizer com isso? Se antes eu estava com uma cara de assustada, agora deveria estar com uma cara de apavorada.

Ela se apresentou para mim e enquanto eu esperava o ônibus ficamos conversando. Na verdade aquela senhora, Dona Serafina, começou a fazer um monólogo, contando tantas histórias que já tinha vivido, tantos acontecimentos que tinha presenciado. Em pouquíssimo tempo eu havia escutado histórias de infância, histórias de reis, histórias de milagres, mas principalmente, histórias reais.

Foi aí que eu entendi o que Dona Serafina dissera sobre marcas que carregamos. Ela estava me mostrando que todos nós somos marcados, que não há na terra alguém que não tenha marcas e que as maiores marcas não são aquelas que aparecem em nossa pele, mas aquelas que carregamos em nosso ser.

Somos marcados e marcamos a vida daqueles que nos cercam. E cabe a cada um escolher o que deixaremos marcar a nossa vida e que marcas queremos deixar na vida das pessoas. É claro que existem situações que não podemos evitar, mas o que podemos escolher, o devemos fazer com sabedoria. Marcar a vida de alguém de forma negativa não trará benefícios para ninguém.

Dona Serafina me ensinou que todos os lugares que escolhemos andar marcam a nossa vida. Seja a escola, o trabalho, a igreja, o shopping ou qualquer outro lugar, nos lembramos dele pelo o que aconteceu ali, pelo o que vivemos. Assim também são as pessoas, somos ‘cicatrizados’ pelo convívio, pelos acontecimentos. E a sabedoria estará em o que e quem deixamos nos marcar e o que marcamos.

É claro que deixei passar alguns ônibus, mas valeu a pena deixar que a Dona Serafina marcasse a minha vida! Depois desse grande aprendizado desejei que o próprio Deus marque a minha vida e que as marcas que eu deixar nas pessoas sejam como a de Cristo, que veio a terra e marcou a humanidade.

“De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo” (2Coríntios 4:8-10).