quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A arte da acusação



Quem nunca foi acusado por alguma coisa que nunca fez? Pois é... parece que acusar alguém tem sido uma rotina para algumas pessoas. Mas o que significa acusar? Segundo o dicionário, acusar é o mesmo que ‘imputar culpa’, ou seja, ‘atribuir a alguém a responsabilidade de qualquer ato’. Mas e quando essa culpa, ou ato, não existe no acusado e sim no acusador? Ai está o que pode ser definido em alguns casos como a raiz da inveja.

Acusar o outro pode ser uma fulga dos seus próprios erros. Se torna um mecanismo de defesa para o acusador, uma estratégia de se auto-defender.

João 8:1-11
Depois todos foram para casa, mas Jesus foi para o monte das Oliveiras.
De madrugada ele voltou ao pátio do Templo, e o povo se reuniu em volta dele. Jesus estava sentado, ensinando a todos.
Aí alguns mestres da Lei e fariseus levaram a Jesus uma mulher que tinha sido apanhada em adultério e a obrigaram a ficar de pé no meio de todos.
Eles disseram: —Mestre, esta mulher foi apanhada no ato de adultério.
De acordo com a Lei que Moisés nos deu, as mulheres adúlteras devem ser mortas a pedradas. Mas o senhor, o que é que diz sobre isso?
Eles fizeram essa pergunta para conseguir uma prova contra Jesus, pois queriam acusá-lo. Mas ele se abaixou e começou a escrever no chão com o dedo.
Como eles continuaram a fazer a mesma pergunta, Jesus endireitou o corpo e disse a eles: —Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher!
Depois abaixou-se outra vez e continuou a escrever no chão.
Quando ouviram isso, todos foram embora, um por um, começando pelos mais velhos. Ficaram só Jesus e a mulher, e ela continuou ali, de pé.
Então Jesus endireitou o corpo e disse: —Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para condenar você?
—Ninguém, senhor! —respondeu ela. Jesus disse: —Pois eu também não condeno você. Vá e não peque mais!

Nessa história é possível ver dois tipos de acusação. Aqueles homens estavam com tanta ira que queriam acusar a duas pessoas para alcançar seus objetivos. Primeiro o próprio Jesus: queriam condenar Jesus por ir contra a lei, nesse caso o adultério. E para alcançar o objetivo de tal acusação, acusaram a mulher adúltera também. Mas para se efetuar o adultério é preciso de mais de uma pessoa, ou seja, eles estavam envolvidos naquele fato também. E por fim estavam cheios de pecados, cheios de erros, que ficaram claros quando nenhum deles teve coragem de lançar uma única pedra naquela mulher.

A Bíblia é cheia de histórias que relatam a acusação e em todas elas fica claro que acusar foi apenas uma estratégia para esconder os erros do acusador ou um ato de rebaixar o outro. Nesse último caso a justificativa vem acompanhada da inveja. O próprio Jesus foi acusado em diversos momentos e por diversas coisas. Jesus incomodava porque era um revolucionário, era o Cristo, o Salvador que estava mudando a vida das pessoas e um grupo cada vez maior de seguidores estava se formando. Isso tudo incomodou e suscitou a inveja de alguns.

“Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica”. Romanos 8:33.

A acusação se tornou uma arte para algumas pessoas. Mas o que eu posso falar é o que a bíblia deixa claro: que os escolhidos de Deus não serão condenados pelos acusadores.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O olhar da psicologia sobre a Inveja



"Pois, onde há inveja e egoísmo, há também confusão e todo tipo de coisas más." Tiago 3:16

A inveja, um dos sete pecados capitais, é o desejo por atributos, posses, status ou habilidades de outra pessoa. Pode também ser definida como “o deslocamento da energia do potencial de determinado indivíduo para a exacerbada preocupação com a satisfação e prazer de outra pessoa, geralmente íntima do sujeito em questão”.

Todos nós sentimos naturalmente inveja (o que nos consola profundamente), seja de uma forma mais ou menos positiva. Mas quantas vezes na nossa vida somos vítimas da inveja desenfreada de pessoas com quem somos obrigados a conviver?

Pois bem, o fato é que a inveja existe e está presente em todas as esferas do relacionamento humano, manifestando-se em todas as vertentes do nosso cotidiano. Entre amigos, colegas ou até familiares são frequentes as invejas motivadas por comparações desfavoráveis do status de uma pessoa em relação à outra.

Aliada ao ciúme, à mágoa, à falta de auto-estima ou à falta de iniciativa em conseguir obter o que os vitoriosos obtêm, a inveja pode, contudo, ser positiva: quando tomamos alguém bem sucedido como referência para atingirmos o que ele conseguiu atingir, rumo ao sucesso. Neste caso, é necessária uma auto-estima que te torne confiante nas tuas capacidades.

Por outro lado, o invejoso, sendo uma pessoa frágil, rende-se à sua própria insignificância provocando, antes disso, graves prejuízos na vida do invejado. A crítica é um exemplo, sendo das máscaras da inveja a mais sutil e, ao mesmo tempo, a mais evidente. Isto porque, sempre que caluniamos alguém (ou o criticamos destrutivamente) será porque nos sentimos inferiores a essa pessoa. Daí essa necessidade em falar mal da pessoa que tanto invejamos.

"Num certo dia uma cobra voraz desejava a todo custo abocanhar o inofensivo vagalume. Ao que o último lhe pergunta: "Serpente, tu que és tão poderosa porque me desejas aniquilar?". A serpente respondeu-lhe: "O teu brilho fascina-me e como eu não o posso ter, ninguém mais o terá. Por isso quero-te devorar."

Mas porque não viver bem com o sucesso dos outros? Habitualmente, a inveja é formada a partir do momento em que as qualidades do outro são comparadas, faltando uma avaliação do meu próprio potencial. Estes sentimentos de grande frustração e de inferioridade são gerados pelo fato de a pessoa não ser capaz de realizar ações minimamente úteis para si e para os outros, consolidando-se assim o complexo de inferioridade relativamente a pessoa invejada.

A comparação que fazemos entre nós e o outro pode ser geral - quando comparamos as qualidades psicológicas, morais, sociais ou espirituais - ou específica - quando comparamos as posses materiais, como a casa, o carro, a roupa, o dinheiro ou o porte físico.

Psicólogos afirmam que “talvez este processo venha da convivência no ambiente familiar, onde comparações são frequentes”. A sociedade partilha também responsabilidades neste processo: desde muito cedo somos comparados com aquela que é mais bonita ou com aquele que tira boas notas. Esse tipo de críticas comparativas geram um sentimento de humilhação que nos faz sentir incapazes de obter o que o outro tem.

Na escola, na família ou na sociedade em geral a competição baseada na idéia de que o outro não pode ser melhor do que eu acaba por gerar insatisfação comigo próprio, fazendo crescer na sociedade um sentimento geral de desamor social.

A inveja não é mais do que um sentimento de inutilidade que gera uma revolta por não sermos como os outros são. Quantas vezes não reparamos o tom de desinteresse e incômodo por parte das pessoas quando falamos em algo positivo que nos aconteceu? E quantas vezes contamos uma tragédia que se passou com alguém que, pelo contrário, desperta o interesse de todos?

Cada um tem as suas potencialidades e peculiaridades que me podem tornar vitorioso. Como tal, é na auto-comparação que eu reconheço as minhas próprias capacidades. É esta procura de mim mesmo que permite a valorização pessoal.

Assim, quem sai mais prejudicado da inveja não são os outros, mas quem inveja. Ela é destrutiva, corrói a auto-estima, destrói o crescimento individual, destruindo a sua auto-aceitação porque não produz mudanças favoráveis ao desenvolvimento do invejoso, enquanto pessoa.

Contaminado pelo ódio, o invejoso aproveita-se da projeção, tornando más as pessoas que são boas e, por não conseguir obter o que o invejado consegue, faz com que as qualidades do indivíduo invejado fiquem escondidas, por não as querer perceber perante os outros, numa tentativa de raiva e tristeza por tudo o que ele tem e conquista.

Frustrado, e por negar os próprios sentimentos negativos que há dentro de si, o invejoso coloca todo o tipo de sentimentos maus naquele que é o objeto da sua inveja. Posto isto, e sendo o efeito mais devastador da inveja, ela é fator de bloqueio de qualquer potencial criativo.

"Só haveria algo positivo na inveja se pudéssemos reproduzir fielmente o modelo de vida de alguém realmente criativo." António Carlos (psicólogo)

Texto: Ana Costa.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

As Duas Marias



Lá no sertão de Pernambuco, viviam duas vizinhas por nome Maria. Uma era Maria das Dores e a outra Maria da Penha. Cada uma tinha oito filhos, e seus maridos, lavradores, plantavam milho, feijão e criavam uns poucos animais.

O rio secara e a única água ficava no poço do Biguá. Era longe, uns oito quilômetros, e as vizinhas tinham que ir com os baldes na cabeça e nas mãos, para fazer render a viagem. Era muito duro.
Maria das Dores ia cantando e Maria da Penha lamentando.

Maria da Penha lamentava a pobreza, a miséria, a desgraça, a seca e a fome. Maria dos Dores, pelo contrário, ia cantarolando. “É isto que me faz cantar; é isto que me cantar; dos meus pecados livre estou e para o Céu eu vou, é isto que me faz cantar”. Ela reagia diferente de Maria da Penha, pois, ao invés de lamentar, ela cantava.

“Ô, das Dores, porque tu cantas alegre nessa miséria tão grande? Tu estás louca? Xingue, mulher! Tens direito de reclamar!”, dizia sempre Maria da Penha.

“Mas, da Penha – exclamava a Maria das Dores – quem está seco é o chão e não o meu coração!” A amiga não entendeu. Mas Maria das Dores explicou: “Tem seca pior do que essa, mulher! É a secura da alma. Quando soube que Jesus sofreu muito mais para pagar pelos meus pecados, eu vi que meu sofrimento era pouco. Jesus agora vai comigo e me dá coragem!”

Eram duas Marias, mas uma enfrentava a seca com esperança e a outra com desgosto.
Se convidarmos Jesus para se o nosso Salvador e Senhor, Ele virá e fará dentro de nós um rio que nunca se seca. Ele disse: “Quem crer em mim terá dentro de si rios de água abundante” (João 7:38). Fale com Ele agora, em oração. Ele regará a sua alma e lhe colocará uma canção alegre mesmo na mais dura seca.

Texto: Wagner Antônio de Araújo

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Congresso Jovem: Íntimos do Pai




Clique na imagem para aumentar. Não perca essa oportunidade de louvar a Deus, aprender mais sobre sua Palavra e aproveitar para fazer novas amizades! Ou seja, essa é uma grande oportunidade! Não se esqueça desta data: 18 a 22 de agosto!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

As pessoas grandes são assim mesmo




“Tenho sérias razões para supor que o planeta de onde vinha o príncipe era o asteróide B 612. Esse asteróide só foi visto uma vez ao telescópio, em 1909, por um astrônomo turco.
Ele fizera na época uma grande demonstração da sua descoberta num Congresso Internacional de Astronomia. Mas ninguém lhe dera crédito, por causa das roupas que usava. As pessoas grandes são assim.
Felizmente para a reputação do asteróide B 612, um ditador turco obrigou o povo, sob pena de morte, a vestir-se à moda européia. O astrônomo repetiu sua demonstração em 1920, numa elegante casaca. Então, dessa vez, todo o mundo se convenceu”. (Trecho do livro ‘O Pequeno Príncipe’)

As pessoas grandes são assim mesmo, só acreditam em quem aos seus olhos são agradáveis. Mas a verdade é que cada um tem algo a oferecer e para aprender. Essa é minha opinião. No final das contas somos apenas diferentes no nosso modo de pensar, sentir e agir, mas nossa essência é igual. Em nossas veias corre sangue, todos apodrecem depois que morrem, todos tem fome e sede, e por mais estranho que pareça, todos tem necessidades fisiológicas.

Agora eu pergunto... Porque somos tratados de formas diferentes? E porque tratamos as pessoas de formas diferentes? Porque tanta indiferença? Penso que se fossemos todos tratados de forma igual e tratássemos as pessoas que nos cercam da mesma maneira, não haveria tanta injustiça.

A injustiça começa com atitudes incorretas, com pensamentos deturpados. Não é porque ele é meu chefe que deve ser tratado diferente do faxineiro. Não é porque ele aparenta ter dinheiro que será tratado diferente. Somos seres semelhantes, basta olhar para os detalhes que importam e verão nossas semelhanças.

O melhor para corrigir a injustiça é começar em nós mesmos, revendo nossos pensamentos. Essa é minha opinião. Afinal de contas, até uma criança que lê ‘O Pequeno Príncipe’ consegue entender que estar com uma roupa diferente não quer dizer nada.


terça-feira, 13 de julho de 2010

Diante do muito, ainda falta...



Um homem procura ser feliz, mas a luta é muito grande. Sua sabedoria é desproporcional ao mundo em que vive. Sua inteligência é admirada por todos e já lhe rendeu diversos prêmios. Sua riqueza lhe proporciona momentos bons, mas parece faltar-lhe alguma coisa. Por mais que satisfaça todos os desejos que o dinheiro, a influência e a inteligência possam comprar, ainda continua um vazio em seu ser. Em casa seus empregados sempre lhe obedecem e na rua é reconhecido e respeitado, mas tudo isso, apesar de ser muito, parece não ser o suficiente. Diante do muito, ainda lhe falta alguém que o guie, que diga ao seu coração como deve agir e ainda amá-lo incondicionalmente, com riqueza e inteligência ou na pobreza e ignorância. Seu coração precisa ser preenchido. Deus deseja ajudá-lo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Jornalista ou comentarista?



Eu pensava que a função de jornalista era transmitir informações, mas me enganei! Nessa Copa descobri que todo mundo é comentarista! Foi um festival de “eu acredito”, “é isso”, “é aquilo”, “eu acho”. E eu na minha ingenuidade via o papel do jornalista com outros olhos. Mas será que eu sou ingênua mesmo ou tem alguma coisa errada nisto?

A Desciclopédia me ajuda a sair um pouco dessa ingenuidade e saber exatamente o que é um jornalista e qual é sua função:

O que é isto?
O jornalista é o inútil mais profissionalizado da face da Terra (seguido pelo Relações Públicas e pelo Técnico em Informática), sendo um profissional frustrado e potencialmente homicida (já que enfrenta o caos só por uma matéria). Só numa época como a nossa ganha-se dinheiro para repetir histórias e para inventá-las a serviço de interesses supostamente ou realmente espúrios.O jornalista é um preguiçoso por excelência, vivendo de ondas, correntes, modismos e de outras frescuras que segundo Mestre Yoda não levam a lugar nenhum.

Mas tudo fica extremamente claro para mim quando este decente site me explica o que é o jornalista esportivo:

Jornalista Esportivo:
É o tipo mais esperto de jornalista que existe. Enquanto você fica discutindo sobre futebol no boteco, na escola ou no trabalho de graça, o jornalista esportivo fala sobre futebol e ainda GANHA salário por isso. E, além disso, ainda pode apresentar programa bêbado.

Depois de ler toda essa informação, eu passei de ingênua para confusa. Tive que pesquisar um pouco mais. Afinal de contas, estamos falando da profissão que eu escolhi para exercer durante o resto da minha vida! O jornalista, que no meu imaginário, tinha como papel servir a sociedade lhe transmitindo informações e notícias, ainda tinha que existir. Por isso continuei minha pesquisa e cheguei ao famosão “Wikipédia”.

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também se define o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação. Ao profissional desta área dá-se o nome de jornalista. O trabalho jornalístico consiste em captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico, da informação em qualquer uma de suas formas e variedades. O trabalho é normalmente dividido em quatro etapas distintas, cada qual com suas funções e particularidades: pauta, apuração, redação e edição.

Finalmente, depois de tanta pesquisa nos melhores lugares, cheguei na minha conclusão. Jornalista ainda tem sim o papel de divulgar as notícias depois de uma bela apuração e transmitir as informações necessárias para a sociedade, mas também existem alguns jornalistas que se esquecem do primordial de sua função. Estes acabam virando comentaristas de tudo, até de jogo de bolinha de gude. Mas não posso generalizar, existem sim os comentaristas, aqueles que realmente são expertes na função que exercem, sabem muito bem do que estão falando e não precisam ser jornalistas, apenas um conhecedor, reconhecido, do assunto. Graças ao meu bom Deus ainda existem jornalistas que fazem seu trabalho sem transformar ou mesmo fazer parte da notícia.

UfA! Jornalista ainda é jornalista e comentarista ainda é comentarista! Que cada jornalista possa se aprofundar em sua área, sendo assim um excelente profissional, que cada comentarista possa ter mais e mais espaço para falar do que ele realmente sabe e que sejamos todos comentaristas, mas cada um na sua roda de amigos.

Leia na integra: