terça-feira, 14 de julho de 2009

Sou jornalista com diploma



Muitos me perguntam o que eu acho sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão. Então vim aqui declarar meu sentimento:

Na verdade me sinto uma idiota! Afinal de contas estudei 4 anos um curso que hoje dizem ser desnecessário. Foram 4 anos do meu tempo, dedicação, dor de cabeça, muitas leituras, muitas pesquisas, muitas aulas, enfim, 4 anos de estudo.

Me lembro do meu primeiro dia de aula na faculdade, onde uma professora falou para todos os alunos: "Vocês já são jornalistas, só estão aqui para se aperfeiçoar." Eu concordo com ela, desde o momento que você escolhe ser alguma coisa, você já é! Os passos posteriores são de aperfeiçoamento. Ou seja, você é o que escolhe ser.

No entanto, esses dois momentos são equivalentes. Ninguém é o que não escolhe ser e ninguém pode ser o que não sabe o que é. Só aprendi o que é realmente um jornalista depois que entrei na faculdade, foi lá que descobri as diversas áreas que compõem a comunicação e suas diversas formas de exercê-la. Então acredito que não possa ser possível anular a necessidade do conhecimento acadêmico.

Algum tempo atrás não era preciso diploma para quase nenhuma profissão, mas também não se tinha o conhecimento existente hoje. Atualmente, para se evoluir é necessário conhecimento para diversas áreas. Creio que quando pararem de solicitar o conhecimento acadêmico para o jornalista, acabará a evolução da profissão e do meio jornalístico no Brasil.

Sim, sou contra ao fim da obrigatoriedade do diploma e a favor do conhecimento e aperfeiçoamento.

Foto: Arquivo pessoal.

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Medo X Medo



Um dia me pediram para contar sobre alguma coisa que eu tinha medo e outra que eu não tinha medo. Respondi logo depois de tentar passar alguns segundos pensando mais nos meus medos, do que nos não medos: Eu tenho medo de tentas coisas que chego a ter medo de pensar em todos os meus medos. São medos físicos, emocionais, circunstanciais, relacionais, medicinais,...

Mas o meu trunfo é que o meu não medo é que eu não tenho medo de enfrentar meus medos. Por isso, hoje já não sei quais são meus medos, porque eu enfrento todos eles. O que me faz passar por situações estranhas, como quando fui num parque de diversão com alguns amigos e só no alto da roda-gigante me lembrei ao olhar as pessoas tão pequenininhas: EU TENHO MEDO DE ALTURA! A única solução que encontrei foi apertar o braço do meu amigo e enfrentar o meu medo.

Foto: Ratão Diniz

sábado, 11 de julho de 2009

Eu vejo Michael Jackson...



A discussão sobre quem era Michael Jackson está aberta. Na verdade é sempre assim quando uma grande celebridade morre, mas o problema nesse caso é que ninguém sabia exatamente quem ele era, nem mesmo seus amigos mais próximos. Sem dúvida uma má pessoa ele não era, mas até aí não se falou quase nada. Vou aqui expressar minha opinião como uma observadora da história e dos discursos dos amigos de Michael Jackson.

Síndrome de Peter Pan é como eu resumo o ícone da música Pop, que nasceu negro, viveu branco, foi reconhecido pelo mundo todo por sua voz e dança impressionantes. Quem possui a síndrome de Peter Pan busca nunca crescer, vê na infância a melhor fase da vida e ter responsabilidades a pior coisa do mundo. Vê nas pessoas possíveis pais e mães e não homens e mulheres. Preferem comprar uma bicicleta a casar e quando casam é sempre como num conto de fadas.

Não fazem maldades, afinal de contas são como crianças, tem comportamentos imaturos nos aspectos psicológicos, sexuais ou sociais e sua característica maior é a negação ao envelhecimento. Ou seja, como Peter Pan, o garoto que não queria crescer, é assim que eu vejo Michael Jackson. Suas doenças, vícios e polêmicas eram apenas uma consequência do que existia dentro dele, ou não existia. E você, como vê essa grande personalidade?

Foto: Google
Veja Mais - Música de Michael Jackson com 10 anos - Eu ví mamãe beijando Papai Noel: http://www.youtube.com/watch?v=5sOokFP-dgs&feature=fvst

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dia 07/07



As pessoas têm costume de dar características aos números, não sei se isso é um tipo de superstição ou apenas uma brincadeira sem fundamento ou qualquer outra coisa. Só sei que para mim, isso é cômico! O 22 é o número do maluco, o 7 é da perfeição, 69 é da sacanagem, 51 é da bebida. Bom... hoje eu estou me sentindo uma veada, afinal de contas fiz 24 anos no dia e no mês da perfeição (07/07).

Viu... não falei que é cômico?! Mas o melhor de tudo é me sentir com o número da maturidade, 18. Sim... hoje tenho 24 anos e me sinto com 18, aquela idade que você já é responsável pelos seus atos e já pode dirigir um carro, mas ainda pode chorar como uma criança ou fazer besteiras sem pensar, porque sempre tem alguém para dizer: “Ah! Ela ainda é muito criança para entender sobre a vida.”

Mas o melhor de se fazer aniversário não é pensar nos números, mas sim nos presentes. Nesse aniversário eu pude perceber que Deus tem me dado presentes maravilhosos há 24 anos. O primeiro foi minha família, que está longe de ser perfeita, mas o que eu amo mesmo são suas imperfeições. Assim posso crescer aprendendo e percebendo que o mundo não é o “País das Maravilhas”, mas é muito melhor, porque é real. Onde eu tenho um pai, uma mãe e um irmão que me amam mesmo sem eu merecer.

Outro presente maravilhoso que Deus me deu foram meus amigos. Alguns tão diferentes de mim e outros tão parecidos comigo. O importante é que com todas essas semelhanças e diferenças eles me fazem perceber que todos nós temos alguma coisa para ensinar e alguma coisa para aprender com todos a nossa volta. Por isso tenho abençoado muito meus amigos e eles tem me abençoado grandemente.

Sim... existem os presentes materiais, mas porque falar deles se os presentes que me fazem me sentir especial são: o amor da minha família, dos meus amigos, o carinho, o abraço, o beijo, o sorriso, a alegria, os momentos juntos, as brincadeiras, as viagens juntos, as saídas sem rumo, as noites em claro, a ida à praia, aquele olhar, as palavras de consolo, as palavras de admiração, as palavras para rir, as gargalhadas,... Enfim posso afirmar como o Rei: “O importante é que emoções eu vivi”.

Obrigada Deus!

Foto - Diagramação: Arina Paiva - Diogo Franco

domingo, 14 de junho de 2009

Respeito



Respeito é bom e eu adoro ter, já dar respeito é outra conversa. Mas o que é respeitar? Me ensinaram que é viver longe do pré-conceito ou, ao menos, tentar evita-lo. Respeitar é saber conviver com as diferenças. Conviver não é o mesmo que aceitar. É possível ter amizade com um alcoólatra e não aceitar essa situação.

Respeito é procurar entender as escolhas do próximo, é dar atenção as pessoas que a sociedade discrimina, é compreender que o mundo não é feito por uma única tribo, mas por várias: hippies, evangélicos, ateus, judeus, brasileiros, estrangeiros, ricos, pobres, jovens, crianças, idosos, adolescentes, paulistas, cariocas, cawboys, surfistas, emos, músicos, dançarinos, pagodeiros, raps, mc’s, conservadores, republicanos, ...

São várias as características de cada ser humano e saber respeitar cada uma dessas características é o grande segredo para se conviver em harmonia em uma sociedade.

Por fim deixo aqui um simples desafio: Faça 3 listas de tribos, na primeira coloque todas as tribos que você pertence, na segunda todas as tribos que seus amigos pertencem e na terceira as tribos que pertencem as pessoas que você não gosta. Depois as analise com bastante atenção, você saberá o que fazer.

Foto: Ratão Diniz - Na foto, crianças moradores do Quilombo São José.
O Quilombo São José é uma referência pela preservação das tradições africanas. A história desta área se inicia em meados do século XIX, quando negros bantos chegam como escravos na fazenda Santa Isabel para trabalhar nas lavouras de café da região.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Morrer ou não morrer?



Há dias seguem chocados os brasileiros, os franceses e o mundo com o acidente do avião Air France. Este vôo não carregava apenas brasileiros e franceses, mas ali estavam famílias, sonhos, desejos, objetivos, enfim, eram pessoas como eu e você que tiveram um fim sem escolha. Eram pessoas amadas que amavam.

Entretanto, aqui na Terra continuam a viver pessoas mortas. Morrer é perder a vida e vida não é apenas ter sangue correndo nas veias, mas viver a vida. Pessoas morrem quando sua família é destruída, quando uma separação acontece, quando as brigas tomam conta do dia-a-dia. Outras pessoas morrem quando seus sonhos são frustrados, quando o sonho de obter um emprego é barrado, quando o sonho de estudar fica apenas no desejo.

E os desejos são tantos, assim como os objetivos, mas os “nãos” acabam com todos. Pessoas morrem por escolha, preferem desistir a buscar o “sim”, preferem morrer a lutar contra as doenças, contra a depressão, contra as dificuldades. Você já viu pessoas assim? Você já viu pessoas mortas? Você já viu pessoas sem sonhos? Eu já vi. Eu vejo pessoas mortas. O tempo todo. Em todos os lugares: nas ruas, nas faculdades, nas escolas, dentro de suas casas, dentro das igrejas, nas empresas, nas casas de luxo e nas casas de sapê.

Segundo o dicionário, uma das definições de vida é: princípio de existência, de força, de entusiasmo, de atividade. A vida é uma dádiva de Deus e saber aproveitar cada instante faz parte de uma escolha. Dizem que desistir é a saída mais fácil em meio aos problemas, mas também é o mesmo que morrer.

Entretanto, escolher pela vida é o mesmo que sofrer, chorar, rir, se arriscar, se alegrar, passar por momentos únicos, conhecer o inesperado, fazer amigos e inimigos, construir e destruir, reconhecer a grandeza de Deus nas mínimas coisas, ver, ouvir e sentir, amar, odiar, conquistar, sentir medo, confiar, acreditar. E, ainda segundo o dicionário, viver é: gozar a vida; aproveitar-se da vida; tirar vantagem.

Eu escolho não morrer, escolho me arriscar a viver cada instante, mesmo que eu possa vir a sofrer. Eu prefiro não desistir e construir sonhos, desejos e objetivos, tirando vantagem de cada nova experiência. E você... qual é a sua escolha?

Foto: Arina Paiva


sexta-feira, 8 de maio de 2009

As aparências enganam 2: O Fenômeno


Uma vez escutei alguém falar que o mesmo povo que constrói um ídolo é o mesmo povo que o destrói. Entendi essa afirmação quando conheci a história do Michael Jackson, um menino que por possuir uma voz incrível foi transformado em um grande ídolo, mas suas transformações continuaram e não pararam. Hoje ele vive da sua história, do passado.

Mas existem outros ídolos que tiveram forças para mudar sua própria história. É o caso do Ronaldo Luis Nazário de Lima, primeiro conhecido como Ronaldinho e agora intitulado como Ronaldo Fenômeno, foi elevado pelo povo como ídolo por sua incrível habilidade no futebol. Suas jogadas alucinavam quem as assistiam, seus adversários o odiavam ao mesmo tempo que o idolatravam, todos os times queriam ter o Fenômeno e isso o levou para vários lugares: Espanha, Itália, Copa do Mundo e alguns times brasileiros.

Entretanto, sua fase de ídolo foi tomando outro rumo, se despedaçando com diversos escândalos, inclusive com travestis. Mas sua humildade em assumir seus erros e corrigi-los sempre foi maior do que seus obstáculos. Não sou nenhum tipo de “tiete” ou coisa parecida, mas sei reconhecer um bom exemplo de perseverança e simplicidade. Ronaldo enfrentou um problema de saúde que poderia tirá-lo para sempre do futebol, mas “sem aparente medo” correu para seu objetivo: voltar a jogar futebol.

 E por fim, o povo zombou de sua forma física, acharam que esse Ronaldo não servia mais para o futebol, mas não foi nisso que ele acreditou. Esqueceram que não são as aparências que formam um jogador e sim seu talento. Mais uma vez o povo colocou em primeiro lugar o que se vê e não o que se é. Hoje vemos um verdadeiro Fenômeno, que conseguiu superar suas dificuldades e continua reinando nos gramados.
 
Para rir
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ftMWIb4__Uc&feature=channel_page

Foto: Google